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Dicas, truques e macetes de como acelerar e turbinar a velocidade de carregamento do seu blog/site em poucos minutos usando os arquivos: .htaccess, wp-config.php, phpMyAdmin e alguns plugins indispensáveis para quem trabalha no mundo encantado dos blogs.

Dica 1: xHTML+CSS válidos, otimizados e limpos

Seu tema/layout pode ser um dos principais vilões para o alto consumo de CPU e para toda a lentidão do seu site. Ao contrário do que parece, é muito simples ajustar o melhor tema para servir seu site baseado em WordPress, para isso basta seguir as seguintes regras básicas:

1.1. Otimize de forma satisfatória todo o seu conteúdo xHTML e CSS. Explico: utilize sempre uma folha de estilo (style.css) simples, compacta e, de preferência, comprimida, com ID e Class empregados da forma correta. Use o CSS Compressorpara fazer o trabalho sujo pra você. E aproveitando a oportunidade, faça o mesmo com os arquivos JavaScript.

1.2. Utilize sempre CSS Sprites para suas imagens. Entenda que carregar uma única imagem grande ainda é melhor e mais rápido que carregar várias imagens pequenas, já que neste processo será realizado apenas uma requisição HTTP. Aproveite também para comprimir ao máximo suas imagens sem que elas percam qualidade. Use oSmush.it e seja feliz!

1.3. Por falar em requisições HTTP, fique atento à quantidade delas em cada página, pois quanto mais requisições, mais lento seu site vai carregar. O mesmo serve para as requisições PHP dinâmicas e o uso exagerado de plugins e chamadas externas.

1.4. Quanto aos plugins para WordPress, estabeleça certas prioridades para cada um dos que você usa. Plugins de estatísticas e de popularidade são os campeões em sobrecarregar o banco de dados e aumentar o consumo de CPU, consequentemente.

1.5. Todo mundo sonha em ter um site com design bonito, mas um layout deste tipo geralmente usa muitas imagens, muitos recursos extras e demora segundos eternos para ser carregado. Isso, invariavelmente, afasta os visitantes que vem dos mecanismos de busca que desejam apenas a informação ali contida e não toda a sua elegância e extravagância. Pense um pouco, leia o que o Janio Sarmento escreveu no ViaMãoLotado e veja se é realmente necessário ter um site com tempo de carregamento longo.

Dica 2: Template tags com caminhos absolutos

Ao invés de usar as template tags para requisitar chamadas no banco de dados, substitua-as por caminhos absolutos/estáticos, como por exemplo:

bloginfo('atom_url') // http://dominio.com/feed
bloginfo('charset') // UTF-8
bloginfo('html_type') // text/html
bloginfo('name') // Nome do site
bloginfo('pingback_url') // http://dominio.com/xmlrpc.php
bloginfo('rss2_url') // http://dominio.com/feed
bloginfo('stylesheet_url') // http://dominio.com/wp-content/themes/tema/style.css
bloginfo('template_url') // http://dominio.com/wp-content/themes/tema
bloginfo('url') // http://dominio.com
bloginfo('version') // Versão do WordPress
wp_title() // Título do blog

Dica 3:  Hospedando todas as imagens de seu blog/site em um sub-domínio

Transferindo todas as imagens do seu domínio principal (ex: dominio.com) para um sub-domínio (ex: images.dominio.com) você estará aumentando o poder de carregamento de suas páginas web, já que cada domínio, por padrão, só carrega dois arquivos simultaneamente.

Após criar o sub-domínio, você precisa congigurar o WordPress para que, a partir deste momento, todo upload seja realizado diretamente para images.dominio.com. Para isto, basta ir em Configurações e clicar em Mídia.

Para as imagens que ainda estão hospedadas no domínio principal, mais precisamente na pasta wp-content/uploads, será necessário realizar uma migração completa, via FTP ou Shell, para o sub-domínio, já que o WordPress não vai mais reconhecer este local. Também será necessário atualizar o novo caminho em todos os posts antigos via phpMyAdmin. Para isso, basta selecionar seu banco de dados no menu lateral e clicar na aba SQL.

Na caixa branca que acabou de aparecer diante de seus olhos, cole o código abaixo e clique em Go (Executar):

UPDATE wp_posts SET post_content = REPLACE(post_content,'http://www.dominio.com/wp-content/uploads/','http://images.dominio.com/')

Agora precisamos atualizar os links da biblioteca de imagens rodando mais um comando SQL, da mesma forma acima, mas com o código abaixo:

UPDATE wp_posts SET guid = REPLACE(guid,'http://www.dominio.com/wp-content/uploads/','http://images.dominio.com/')

Por fim, será necessário avisar ao Google que você trocou o caminho que ele conhecia para chegar até suas imagens. Cole o código abaixo em seu arquivo.htaccess:

RedirectMatch 301 ^/wp-content/uploads/(.*)$ http://images.dominio.com/$1

dica também é válida para as imagens do seu tema/layout para WordPress. Para isso basta salvar todas no mesmo sub-domínio ou em um outro qualquer de sua escolha.

Aproveite para ler mais dicas sobre CDN no excelente artigo do J. Noronha n’O Fim da Várzea.

Dica 4: Configurando corretamente o plugin WP Super Cache

Apesar de existir vários outros plugins para cache, o mais comum, o mais tradicional e o mais eficaz é, sem dúvida, o WP Super Cache. Abaixo seguem alguns hacks úteis para ajustar o melhor desempenho desta poderosa ferramenta:

4.1. Na página de configuração, ative a opção ON WP Cache and Super Cache enabled.

4.2. Logo abaixo, marque a caixa Cache Rebuild.

4.3. Em Preload Cache, marque a caixa Preload mode.

4.4. Habilite a opção Super Cache Compression.

4.5. Em Expiry Time & Garbage Collection ajuste o tempo para 1800 segundos.

4.6. Pronto!

Dica 5: Criando cache para o MySQL com o DB Cache Reloaded

Mais uma dica valiosa do Janio da PortoFácil.net é o uso do plugin DB Cache Reloaded para ajudar o seu banco de dados respirar mais aliviado nos horários de pico. Até suas técnicas SEO vão agradecer!

Dica 6: Troque o Apache pelo Nginx

O servidor web Apache sempre tem crise de soluços justamente na hora que os blogs e sites mais precisam dele. Uma solução rápida seria usar o Nginx, o mais rápido, robusto e leve web server disponível hoje no mercado.

Dica 7: Otimizando o arquivo wp-config.php

Apesar de pouco difundido, outra forma de aumentar o desempenho ou a velocidade de carregamento de um blog/site é adicionando as famosas configurações extras no arquivo wp-config.php, pois desta forma as várias requisições que o WordPress faz no banco de dados já ficam pré-carregadas, diminuindo o uso desnecessário dos recursos vitais do sistema.

Para começarmos, abra o seu wp-config.php no editor de sua preferência e adicione os itens:

7.1. Endereço do blog

define('WP_HOME', 'http://dominio.com');

7.2. Endereço do site

define('WP_SITEURL', 'http://dominio.com');

7.3. Caminho direto para o tema

define('TEMPLATEPATH', '/absolute/path/to/wp-content/themes/active-theme');

7.4. Caminho direto para o style.css

define('STYLESHEETPATH', '/absolute/path/to/wp-content/themes/active-theme');

7.5. Configurar número de revisões de artigos para cada post

define('WP_POST_REVISIONS', 3); // 3 é a variável

7.6. Desabilitar a revisão de artigos

define('WP_POST_REVISIONS', false);

6.7. Configurar tempo dos salvamentos automáticos

define('AUTOSAVE_INTERVAL', 300); // em segundos

7.8. Habilitar o cache

define('WP_CACHE', true);
define('ENABLE_CACHE', true);

7.9. Configurar tempo de expiração do cache

define('CACHE_EXPIRATION_TIME', 1800); // em segundos

7.10. Desabilitar o cache

define('WP_CACHE', false);
define('DISABLE_CACHE', true);

Dica 8: Dando poderes ao arquivo .htaccess

.htaccess, com certeza, é um dos arquivos essenciais para melhorar o desempenho do seu blog/site de forma satisfatória. E se for utilizado junto com todas as dicas presentes neste tutorial (guia ilustrado), você terá o prazer de ver o seu site voando.

8.1. Pré-ativando o cache

# BEGIN Expire headers
  ExpiresActive On
  ExpiresDefault "access plus 1 seconds"
  ExpiresByType image/x-icon "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType image/jpeg "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType image/png "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType image/gif "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType application/x-shockwave-flash "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType text/css "access plus 604800 seconds"
  ExpiresByType text/javascript "access plus 216000 seconds"
  ExpiresByType application/x-javascript "access plus 216000 seconds"
  ExpiresByType text/html "access plus 600 seconds"
  ExpiresByType application/xhtml+xml "access plus 600 seconds"
# END Expire headers

8.2. Ativar compressão GZIP em arquivos de texto, HTML, CSS, JS e PHP

  mod_gzip_on Yes
  mod_gzip_dechunk Yes
  mod_gzip_item_include file \.(html?|txt|css|js|php)$
  mod_gzip_item_include handler ^cgi-script$
  mod_gzip_item_include mime ^text/.*
  mod_gzip_item_include mime ^application/x-javascript.*
  mod_gzip_item_exclude mime ^image/.*
  mod_gzip_item_exclude rspheader ^Content-Encoding:.*gzip.*

8.3. Combinando o cache com a compressão GZIP

# BEGIN Compress text files
	SetOutputFilter DEFLATE
# END Compress text files

# BEGIN Expire headers
  ExpiresActive On
  ExpiresDefault "access plus 1 seconds"
  ExpiresByType image/x-icon "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType image/jpeg "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType image/png "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType image/gif "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType application/x-shockwave-flash "access plus 2592000 seconds"
  ExpiresByType text/css "access plus 604800 seconds"
  ExpiresByType text/javascript "access plus 216000 seconds"
  ExpiresByType application/x-javascript "access plus 216000 seconds"
  ExpiresByType text/html "access plus 600 seconds"
  ExpiresByType application/xhtml+xml "access plus 600 seconds"
# END Expire headers

# BEGIN Cache-Control Headers
  Header set Cache-Control "max-age=2592000, public"
  Header set Cache-Control "max-age=604800, public"
  Header set Cache-Control "max-age=216000, private"
  Header set Cache-Control "max-age=600, private, must-revalidate"
# END Cache-Control Headers

# BEGIN Turn ETags Off
  Header unset ETag
  FileETag None
# END Turn ETags Off

# BEGIN Remove Last-Modified Header
  Header unset Last-Modified
# END Remove Last-Modified Header

8.4. Bloqueando Hotlinks e Leechers com mod_rewrite

A dica abaixo é do Gilberto Knuttz do Cybervida e é essencial para aqueles que não aguentam mais serem vítimas de hotlinks e leechers folgados.

RewriteEngine on
# Tem gente que bloqueia o envio do header, de repente é alguém legitimo!
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^$ [NC]

# Liberando os domínios que você permite compartilhar imagens
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?SEU_DOMINIO/.*$      [NC]

# Vamos deixar que apenas o feedburner do SEU blog veja as imagens
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?feeds.feedburner.com/SEU_USUARIO.*$      [NC]
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?feedburner.com/SEU_USUARIO.*$      [NC]

# Aqui os leitores mais populares de feed - infelizmente nos feeds dos leechers suas imagens aparecerão
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?google.com/reader/.*$      [NC]
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?e.my.yahoo.com/.*$      [NC]
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?bloglines.com.*$      [NC]
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?netvibes.com.*$      [NC]
  RewriteCond %{HTTP_REFERER} !^http://(www.)?newsgator.com.*$      [NC]

# Edereço da imagem pela qual você quer substituir
  RewriteRule .*.(jpg|jpeg|gif|png|bmp)$ http://ENDEREÇO_COMPLETO_DA_SUA_IMAGEM [R,NC]

8.5. Desabilitar navegação por pastas e diretórios via browsers

# Disable directory browsing
  Options All -Indexes

Dica 9: Otimizando a instalação do WordPress via WP-DBManager (phpMyAdmin)

Outra forma eficaz de melhorar o desempenho do seu banco de dados é fazer a reparação e a otimização de todas as tabelas nele contidas. A seguir vou mostrar como realizar este processo usando o plugin WP-DBManager. Veja os passos:

9.1. Faça download do WP-DBManager e ative-o.
9.2. No menu Database, selecione Repair DB e clique em reparar.
9.3. Selecione agora o menu Optimize DB e clique em otimizar.
9.4. Pronto!

Dica 10: Escolha uma hospedagem decente e competente

Hospedagem tem aos montes por aí. Mas aquela que lhe estende a mão e te dá todo o tipo de suporte necessário, pode contar nos dedos.

Sou suspeito pra falar e indicar, já que sou cliente – e amigo – do Janio Sarmento, mas pra mim a PortoFácil é a mais completa hospedagem de servidores dedicados e virtuais disponível hoje no mercado brasileiro. Outra opção excelente para hospedagem compartilhada é a ViaHospedagem do também amigo Daniel Becher.

Fonte:  celsojunior

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Relacionamentos
Saturday, May 28th, 2011 | Author: Jax

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- “Ah, terminei o namoro… ” ou “Ah, não estamos mais casados… ”
- “Nossa, quanto tempo?”
- “Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou”
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não
acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam. As vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para
você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas não é boa de cama.
Às vezes ela é carinhosa, mas não é fiel.
Às vezes ela é atenciosa, mas não é trabalhadora.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando
você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é
uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te
impressiona…
Acho que o beijo é importante… E se o beijo
bate… Se joga… Se não bate… Mais um Martini, por favor… E vá
dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família, proibição de filhos?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?

Arnaldo Jabor.

Filosofia e Ética Aula 01
Friday, March 11th, 2011 | Author: Jax

Objetivos e Introdução

Objetivos

  • Descrever o surgimento do povo grego e de sua cultura.
  • Apresentar uma definição de mito.
  • Caracterizar a passagem do mito para a filosofia.
  • Definir a filosofia, distinguindo-a do mito.

Introdução

Toda cultura brota do chão da vida de um povo. Sob a chuva e o adubo dos fatos dessa vida, ela cresce, se diversifica e se enriquece. Assim, toda cultura brota de uma história concreta e tem, por sua vez, uma história desse nascimento. Nesse contexto, a cultura vai assumindo formas e modalidades variadas. Desse modo nascem os elementos que formam a identidade de um povo. Os exemplos disso são vários: o futebol faz parte da cultura do brasileiro, da sua identidade; por outro lado, os relatos de mula-sem-cabeça, boitatá e saci-pererê compõem a história e a realidade que várias pessoas do interior do Brasil usam para explicar alguns fenômenos que ocorrem na natureza e que elas não conseguem explicar através de seus estudos.

Seguindo esse caminho podemos dizer que a cultura grega brotou do chão da vida de um povo, o povo chamado grego. Esse povo é resultado da miscigenação ou mistura de várias tribos indo-européias. Essas tribos primitivas tinham populações que viviam na península balcânica e em vários lugares onde os grupos que formaram o povo grego (também conhecido como helênico) começaram a penetrar. Essas misturas começaram em mais ou menos dois mil anos antes do nascimento de Cristo; portanto, por volta de 4.000 anos atrás.

Indo-europeus = Conjunto de povos formadores da civilização que hoje conhecemos como européia.

 

Veja, num mapa da Grécia antiga, o lugar sobre o qual falamos até agora.

© Eduardo Rodrígues
Mapa Grécia – clique para ampliar

O povo grego era portador de múltiplas tradições, pois era fruto da mistura de muitas tribos. Sua primeira organização social aconteceu na sociedade cretense. A vida dos cretenses apresentava uma enorme organização e uma maneira de viver bem diferente daquela dos povos vizinhos. Essa forma de viver foi se expandindo devido às invasões e conquistas que o povo cretense realizava. Essa expansão aconteceu até o momento em que eles encontraram outras culturas também muito organizadas (não há um nome específico para essas culturas). No encontro e confronto desses mundos diferentes, as tradições que existiam foram destruídas e uma nova cultura foi formada.

Cretense = Sociedade formada pelos povos que habitavam a ilha de Creta.

O embate dos dois mundos deu origem à desintegração das instituições minóico-micênicas. Isso causou o fechamento dos grupos helênicos em si mesmos. Eles pararam de realizar comércio com os povos vizinhos e reorganizaram toda a cultura de seu povo, de suas tribos. Essa mudança ou gestação cultural ocorreu entre os séculos XII e IX a.C. O caminho exato desse processo não é possível de ser acompanhado muito de perto por nós. Hoje em dia temos escassez de documentação e de relatos a esse respeito. O certo é que, por volta do século VIII a.C, encontramos sinais de um mundo helênico ou grego já constituído, cantado em poemas de grande valor, como os atribuídos a Homero (Ilíada e Odisséia) e os poemas de Hesíodo (Os trabalhos e os dias e Teogonia).

Minóico-micênica = Forma pela qual era chamada a cultura do povo que habitava a ilha de Creta e seus domínios.

Helênico = Aqueles que vivem ou que vem da Grécia ou Heléade.

Homero = Grande poeta grego responsável pela formação de uma parte da identidade cultural do povo grego. As datas de seu nascimento e morte são polêmicas entre os especialistas, pois é muito difícil precisar essas datas.

Hesíodo = outro importante poeta grego, responsável pela formação da identidade do povo grego juntamente com Homero. As datas de seu nascimento e de sua morte também são de difícil precisão.

Um exemplo significativo da importância das mudanças e da cultura desse povo vem da narração de suas guerras, de suas brigas, de seus heróis. Homero, o poeta, e Hesíodo, o contador de histórias, foram os dois homens que escreveram sobre como essa cultura se formou. Assim, temos heróis como Hércules, Aquiles, Ulisses; deuses importantes como Zeus, Hera, Poseidon; animais diferentes como o Minotauro, a Medusa, ou o cão de três cabeças (Cérbero).

© Wikimedia Commons
Antonio Pollaiuolo (c.1432-1498) “Hércules e a Hydra” c. 1475, Tempera na madeira, 17 x 12 cmGalleria degli Uffizi, Florença.

O mito e suas funções

Nos tempos remotos dos séculos XII a IX a.C, a cultura grega – como todas as culturas antigas – encontrou no mito a forma privilegiada de se estruturar e de se organizar. Compreender o significado, a estrutura e a linguagem do mito é muito importante se quisermos ter acesso à cultura helênica.

A força propulsora do mito – aquilo que desafia o homem a produzir mitos – é o mistério que envolve a vida e o ser. O homem sente-se como que jogado na existência, no meio de vários fenômenos que o desafiam. Para esses fenômenos, o homem promove uma organização, uma ordenação, que tem a função de dar significado à vida, dar uma razão ou explicação para as coisas que acontecem. Essa necessidade do homem acontece não só em função da sobrevivência física ou biológica, como todo animal, mas também em função da sobrevivência psicológica e social do homem; aquilo que nos torna seres humanos. Justamente essa forma radical de dar significados aos fenômenos que acontecem no mundo liga o homem a algo que ele não tem acesso, ou seja, liga o homem a algo transcendente ao processo de formação do universo e de sua própria história.

Transcendente é aquilo que está para além da razão humana; é aquilo que os homens não conseguem determinar o que seja.

A estrutura do pensamento mítico (aquele pensamento que vem ou deriva do mito) é, portanto, uma estrutura dualista. O que isso quer dizer? Isso significa que o mundo real, físico ou social, é marcado pela carência de significados. Esse mundo real é o contrário do mundo do sagrado. Para o mito, o mundo do sagrado também é real, apesar de ser muito maior do que possamos entender, ou seja, transcendente. O mundo dos deuses é o contrário do mundo empírico (esse mundo das experiências e sensações em que vivemos), pois o mundo dos deuses é o mundo da perfeição, da imortalidade, um mundo de significado pleno. É justamente pelo fato de ser diferente do mundo empírico (das experiências e sensações) e por ir muito além dele (de transcender o mundoempírico) que o mundo dos deuses pode explicar as coisas que acontecem neste mundo em que vivemos. Assim, as coisas que os mitos contam dão sentido ao mundo em que vivemos.

Mítico = aquilo que deriva ou vem do mito. Aquilo que se relaciona ao mito.

Empírico = Aquilo que deriva da empiria, ou seja, da experiência que vem dos sentidos humanos.

Outro elemento constitutivo da interpretação mitológica da realidade – e que mostra as coisas que o mito conta – é o que chamamos domínio absoluto da exigência do sentido. Isso significa que, quando o mito conta algo ou esclarece um fenômeno da natureza, ele pretende explicar todos os fenômenos parecidos e que acontecem a todo o momento. Para a abordagem mitológica, a procura do significado das coisas e dos fatos se impõe sobre tudo. Essa necessidade de explicar e dar sentido a tudo e em todo lugar apóia-se na fantasia ou na imaginação.

Mitológico = Aquilo que deriva do mito, ou seja, um conjunto de estruturas que derivam do mito.

Quando apoiamos as explicações dos fenômenos na fantasia e na imaginação, damos lugar a uma criação incontrolada de explicações (mitos) acerca desses mesmos fenômenos. Quando tudo isso ocorre, nasce a função do mito. Mas qual seria a função específica do mito?

A função do mito é clara: fundar uma realidade, explicar a existência das coisas. Contudo, essas explicações somente acontecem com a ajuda de alguns seres: os deuses, os heróis. Contando a história dos heróis conhece-se a história do grupo de onde viemos, a história de como o mundo foi criado e por que vivemos com esses costumes e não outros. O mito explica tudo que envolve a vida das pessoas que acreditam em sua explicação.

Os mitos traçam os vários caminhos de existência humana, dos possíveis significados que ela pode alcançar. Nesse sentido, o mito descreve não somente o significado das coisas mas também quais são os comportamentos válidos para o grupo em que se vive. Os mitos descrevem o caminho da evolução da humanidade. Eles não são puro delírio da fantasia ou atestado de incompetência racional dos povos antigos. Pelo contrário, através do mito sente-se nascer o questionamento que mais tarde – e de forma bem mais complexa – a razão explicitará melhor com o nome de ciência.

A abordagem fantástica da realidade, que é o mito, serviu como primeiro instrumental teórico, possibilitando ao homem viver e dar significado às coisas. Ela unificou e dinamizou os grupos humanos, ajudando-os a lutar. De outro lado, porém, a fantasia, sem o corretivo das exigências lógicas, pode tornar-se, como de fato se tornou em algumas circunstâncias, fonte de desvios e de acomodações em soluções pobres. Desvios e acomodações que alienam o homem e o tornam vulnerável à manipulação.

Veja, agora, um exemplo de como ocorria a explicação mitológica dos fenômenos da natureza.

O surgimento dos Deuses – O mito de Eco e Narciso

O surgimento dos Deuses – O mito de Eco e Narciso

No início tudo era Caos. Do Caos nasceram duas grandes forças, que foram chamadas Gaia (Terra) e Urano (céu). Urano vê Gaia e se apaixona por ela. Então o céu se aproxima da Terra e a cobre, copula com ela.

O problema começa pelo fato de que Urano era meio “tarado.” Ele não queria parar de copular com Gaia. Então Gaia pede a seu filho mais velho, Cronos, que a ajude a se livrar do pai. Cronos atende ao pedido de sua mãe. Como não conseguiria derrotar o seu pai, ele trava uma luta feroz e consegue decepar seu membro masculino, seu pênis. Do sangue do pênis de Urano saiu grande ódio. Esse ódio se transformou em grande força; essa força, em seres chamados Titãs. Depois desse fato, Urano se separou de Gaia de tal maneira que ninguém mais poderia alcançá-lo. E assim o céu se separou da Terra.

Cronos começa a se interessar por Réia, sua irmã. Começa a copular com ela. Réia passa a ter filhos. Com medo de que seus filhos façam com ele o mesmo que ele fez a seu pai e possam ocupar o lugar de governo de todos as coisas, Cronos começa a comer seus filhos. Toda vez que um nascia ele o engolia por inteiro. Por um pedido de Réia à sua mãe Gaia, quando um de seus filhos nasce ela o esconde dentro das entranhas da mãe. Esse filho foi chamado de Zeus e foi criado por sua avó Gaia e por seus tios, os Titãs. Quando cresce, ele se revolta com a maneira como seu pai trata sua mãe e luta com seu pai. Ele vence a batalha com a ajuda de seus tios, os Titãs. Zeus então se torna o rei dos deuses.

O problema aconteceu quando Zeus casou-se com sua irmã, Hera. Zeus era muito ”mulherengo” e Hera muito “ciumenta”. Hera fazia uma “marcação cerrada” em cima dele. Mas Zeus não podia ver um “rabo de saia” que logo ia atrás. Numa dessas tentativas, ele tem uma idéia. Ele chama uma das musas ou ninfas que viviam no Olimpo, a casa dos Deuses, para tapear Hera enquanto ele mantinha relações com uma mortal. Essa musa era chamada Eco. Ela tinha o poder de envolver as pessoas enquanto falava. Todas as vezes que ela falava, as pessoas iam ficando sonolentas e entravam em transe. Para que Eco o ajudasse, Zeus prometeu que se ele conseguisse o que queria lhe daria o amor de Narciso, o homem de quem ela gostava. Então Eco realiza o que Zeus havia pedido. Contudo, depois de um tempo Hera descobre tudo. O problema era que Eco era filha de deuses e, por esse motivo, Hera não poderia matá-la. Contudo, Hera dá um castigo eterno para Eco: todas as vezes que alguém falasse com Eco ela não conseguiria conversar, somente repetir as últimas palavras que lhe foram dirigidas.

Eco desce do monte Olimpo e estava andando nos bosques. De repente ela encontrou Narciso, seu amor. Narciso fica impressionado com a beleza da ninfa e tenta conversar com ela. Devido ao castigo de Hera, Eco somente repetia as últimas palavras do rapaz, não conseguia conversar com ele. Muito chateado com isso, Narciso sai correndo e se depara com um grande lago. Ao abaixar-se para beber um pouco de água, ele depara com sua própria imagem. Ao ver uma imagem tão bela, fica impressionado e tenta alcançá-la. Ao fazer isso, ele cai no rio e, como não sabia nadar, morre afogado. Pelo fato de ser um homem muito belo – considerado o homem mais belo de todos – as ninfas fizeram surgir uma flor no lugar onde ele caiu. Essa flor recebeu o nome de flor de Narciso.

Vendo a morte de seu amado, ainda mais sendo provocada por sua impossibilidade de conversar com ele, Eco fica muito triste. Assim, ela foge para dentro de uma caverna. Lá na caverna ela vai ficando cada vez mais triste. Devido a essa tristeza, ela endurece o seu coração e, aos poucos vai se transformando em pedra. Depois que ela se transformou em pedra, para que ela nunca fosse esquecida, suas irmãs, as ninfas, alteram a natureza e baixam uma norma que diz que “quando alguém entrar numa caverna e conversar lá dentro, suas últimas palavras serão ouvidas de volta.” Isso faria com que ninguém nunca se esquecesse de Eco.

Com esse mito, não somente foi explicado o fenômeno físico denominado eco, como também foi explicada a origem de uma flor que nasce e se desenvolve dentro da água. Essa era a função do mito.

Os formadores da cultura grega: Homero e Hesíodo

Na história do pensamento grego, Homero e Hesíodo marcaram seu início. Eles trabalharam em cima de algo que já existia e que era riquíssimo e variadíssimo: o material mitológico. Trabalharam com tanto afinco e genialidade que foram capazes de reanimar, organizar e recriar o patrimônio tradicional, enchendo-os de vigor e consistência. Isso ocorreu de tal forma que eles se tornaram os consolidadores e propagadores dessas tradições, tornaram-se os intérpretes da cultura grega. Homero, nesse caminho, passou a ser visto como o pai da cultura helênica.

A situação relatada por Homero aponta uma série de pequenos Estados, praticamente autônomos, sob a liderança de um personagem chamado basileus mas que, na verdade, é um homem nobre ao lado de tantos outros companheiros nobres. Sua liderança é muito mais o fruto de uma amizade e lealdade, um acordo classista, do que de um sistema político ou da força de uma única pessoa. Isso constitui o inicio das Cidades-Estados que, por enquanto, são estruturalmente sociedades aristocráticas, ao lado, ou melhor, acima da população do campo, a qual, apesar de explorada e dependente, goza de certa autonomia também cultural.

Basileus = Nome que se dava a essa figura de liderança que, hoje em dia, corresponde ao rei. A palavra rei passou a ser usada no sentido que conhecemos hoje somente na Idade Média.

Essa diversidade de situações culturais dá a possibilidade de compreender as duas versões culturais diversificadas – embora articuladas – que encontramos em Homero e em Hesíodo. Os dois não estão longe no tempo, tendo em vista que a diferença cronológica entre eles não passa, como se aceita comumente, de meio século. O que realmente pesa na diversidade cultural mítica desses dois gênios é a posição ou o lugar social de cada um, o lugar do qual cada um deles experimenta a realidade grega e, daí, traça o próprio destino.

Homero descreve uma sociedade de nobres, loucos por riquezas, triunfos, honra e poder. Para eles, o significado da vida encontra-se no heroísmo guerreiro, fruto de uma herança da época das conquistas. A virtude está na coragem para enfrentar as adversidades. Na Ilíada, o clima é de guerra (a Guerra de Tróia) e os elogios vão para os lutadores que se empenham com heroísmo, tendo em vista que irão morrer pela perspectiva normal da guerra. Na Odisséia, aprecia-se a perseverança nas tribulações, a constância nos propósitos, a prudência racionadora. Esse conjunto garante um sistema ético muito bem elaborado e semelhante aos sistemas criados posteriormente.

Hesíodo, originariamente camponês da Beócia, apresenta uma versão cultural diversa, embora se possa notar claramente sua dependência de Homero. A situação do camponês, naquela época como hoje, é muito dura. A dominação dos nobres pesa muito e o trabalho é fatigante. Nesse contexto, o que mais se preza como virtude é a justiça (díke). Ela é exigida de todos os membros da sociedade: o agricultor e o nobre. O trabalho do agricultor é visto como elemento humanizador, é ele que garante que não se cairá na loucura desmedida (hybris) e se permanecerá na visão equilibrada da vida (sophrosyne), ao lado da coragem e ousadia do guerreiro nobre. Numa sociedade que era bipartida, tentou-se lançar um fundamento para um humanismo único e articulado.

Essa procura pelo humanismo, a atitude de procura e definição de um ideal humano de vida para o homem, é justamente a característica fundamental de todo o helenismo. Nesse sentido, ele contribui para a desvinculação da concepção mítico-religiosa, ensaiando um tipo de convivência leiga, em que razão e liberdade são assumidas como fundamento da ordem sociopolítica. Contudo, a história ainda é um tecido complicado de ações levadas a cabo pelos homens, mas, em última análise, são os deuses que decidem a sua trama. Entre os deuses acontecem as mesmas disputas que acontecem entre os mortais. Enfim, eles são como que uma réplica celeste do mundo aristocrático, nobre, da Grécia

Helenismo = Aquilo que deriva da cultura grega ou os elementos que fazem a cultura grega.

Mítico-religiosa = Concepção que transforma as narrativas do mito em sistemas religiosos complexos e rígidos.

Nesse ambiente nasceu e se desenvolveu uma cultura bem formulada, bem estruturada. Essa cultura era tão certa que explicava tudo através dos deuses e dos mitos. Tudo parecia ter um sentido e um lugar certo para ficar.


Atos da sociedade grega

 

A passagem do mito para o logos ou a filosofia

Para que possa entender a passagem de um sistema de vida para outro, você deve entender o que ocorria na sociedade grega. No século VII a.C., já estavam relatados os limites comerciais das Cidades-Estados com o resto do mundo. Primeiramente, isso ocorreu nas cidades da Ásia Menor, depois na própria Grécia. O comércio e o artesanato recobravam sua importância; a classe média enriquecia e queria maior participação política; os camponeses, endividados e quase sempre escravizados pelos seus débitos, exigiam o perdão das dívidas e a reforma agrária urgente. Nesse contexto, surgiram homens oportunistas na área política, impondo-se como tiranos, que se apresentavam como árbitros nos conflitos. 

A virada cultural que começou a delinear-se no final do século VIII a.C. não foi uma ruptura histórica; pelo contrário, tratava-se de um processo de maturação de um povo que chegava ao seu fim. Essa maturação relacionava-se à totalidade da experiência de vida helênica, ao estilo de vida, à prática política nas Cidades-Estados. As normas eram objetivas e tornavam-se públicas e palpáveis, à vista e sob o poder de todos.

Outro fator importante para o processo de mudança foi o fato de que a própria tirania acelerou o processo de mudança da cultura e da sociedade grega. Os próprios tiranos atribuíam a destruição e decadência das Cidades-Estados aos seus cidadãos, não aos deuses. Isso criou um espaço de grande importância para o surgimento da consciência de que as instituições repousam na vontade e na determinação dos cidadãos; são fruto do jogo de forças que se defrontam. Nesse jogo, a palavra torna-se instrumento político de primeira ordem, e sua eficácia, do ponto de vista concreto, está muito na dependência da habilidade de quem a maneja. O que valia, então, não era mais a vontade dos deuses; o que valia era aquilo que os homens votavam dentro das cidades.

Pelo crescimento da necessidade de alimentação e expansão das Cidades-Estados, houve a necessidade de aumentar a produção agrícola. Para isso, os gregos apoderaram-se das descobertas feitas pelos egípcios e babilônicos e criaram um saber que os ajudasse em suas necessidades. Esse saber era teoricamente organizado e racionalmente crítico; era o nascer do conhecimento científico, o nascer da ciência.

O que se entende por ciência, nesse contexto, é o saber organizado e claro de conhecimentos, em oposição a uma simples posse de conhecimentos vazios ou amontoados de qualquer forma. Foram justamente os gregos que deram forma e consistência teórica às tentativas de controlar as experiências espontâneas.

Como exemplo disso, temos o conhecimento da geometria. Ela foi montada como uma ciência, e oferecia uma nova possibilidade de entender os limites de espaço das coisas. O espaço sem deuses e geometrizado (desenvolvido e explicado pela geometria) se revelou como novo critério de organização da realidade. Nesse mundo e com essas novas explicações, perdiam sentido as diferenças de qualidades que eram criadas pela mentalidade do mito. A ordem social tinha que ser racional e traduzir a medida exata entre as pessoas.

O significado dessa mudança cultural encontra-se no fato de que, nesse momento, o homem tomou consciência da maneira como elaborava suas interpretações sobre o mundo. O homem passou a submeter todas as regras ao seu controle, não mais ao controle dos deuses. Agora o homem tinha de justificar por que agia dessa maneira e não de outra. Contudo, as necessidades dos homens continuavam as mesmas. O que mudou foi a forma de solucioná-las e justificar a solução que se conseguiu.

A partir de então, a razão, suas leis, suas exigências e suas dinâmicas apareceram como critério de verdade. Tudo deve passar pela visão critica; os deuses ficam de lado. Nesse instante, Filosofia e ciência nasceram. Contudo, de início não era clara a diferença entre elas. Filosofia e ciência se identificavam. O homem abandonou as explicações míticas e tomou posse do caráter racional de seu ser e elevou sua razão à categoria de critério absoluto da verdade. A razão se impôs sobre a sensibilidade, sobre a fantasia e a emoção.

Todas essas mudanças culturais dão um fruto concreto: a Filosofia. Assim nasceu o pensamento crítico baseado na razão – não nos sentimentos ou nos deuses.

Resumo

Nesta aula você viu que o homem sempre busca explicação para tudo que acontece na sua vida e ao seu redor. Essa necessidade de dar significados às coisas que o rodeiam criou uma forma de explicar tudo chamada mito, que era milagrosa, religiosa, fantasiosa e dualista. O mito é milagroso, pois conta coisas que são comparadas aos milagres, ao impossível. É religioso porque une à sua explicação a ação dos deuses. É fantasioso pois se utiliza da fantasia para montar a seqüência e a união de suas explicações. É dualista porque sempre trabalha com um paralelo entre o nosso mundo e o mundo dos deuses.

Viu que, com o decorrer do tempo, o povo grego foi abandonando essa forma de explicação do mundo para uma visão mais crítica. Com uma forma mais crítica de explicar o mundo, o homem começou a usar mais a sua razão. Dessa forma, surgiu uma explicação bem diferente, que foi chamada Filosofia. Assim sendo, podemos dizer que a filosofia é crítica, racional e trabalha muito com o método que conhecemos hoje em dia com o nome de ciência.

Conforme você estudou nesta aula, o homem passou da explicação mítica para a explicação filosófica. Essa passagem demorou muitos anos e foi muito complexa.

Atividades

1. Qual é a diferença entre Homero e Hesíodo, os grandes responsáveis pela consolidação da cultura grega? Que classe da sociedade cada um deles representava?

2. Qual a relação estabelecida entre o mito e o logos ou Filosofia?

3. De que forma acontece a passagem do mito para o logos ou Filosofia?

4. Cite as características do mito e as características do logos ou Filosofia.

Fonte: www.fead.br

Como Converter Graus celcius em farenhait
Saturday, February 19th, 2011 | Author: Jax

Para converter graus celcius para farenhait é simples, basta seguir esta formula e tudo dara certo.

Exemplo 1:

40º celcius / 5 = 8

8 x 9 = 72

72+32=104

40º celcius = 104 farenhait

Exemplo 2:

40º x 1,8 = 72

72+ 32 =104

40º celcius = 104 farenhait

Exemplo 3:

acesse www.google.com

digite 40 celcius in farenhait

o resultado pesquisa sera 104

este terceiro é mais facil.

ESPERO TER AJUDADO

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O surgimento dos Deuses – O mito de Eco e Narciso
Saturday, February 19th, 2011 | Author: Jax
No início tudo era Caos. Do Caos nasceram duas grandes forças, que foram chamadas Gaia (Terra) e Urano (céu). Urano vê Gaia e se apaixona por ela. Então o céu se aproxima da Terra e a cobre, copula com ela.
O problema começa pelo fato de que Urano era meio “tarado.” Ele não queria parar de copular com Gaia. Então Gaia pede a seu filho mais velho, Cronos, que a ajude a se livrar do pai. Cronos atende ao pedido de sua mãe. Como não conseguiria derrotar o seu pai, ele trava uma luta feroz e consegue decepar seu membro masculino, seu pênis. Do sangue do pênis de Urano saiu grande ódio. Esse ódio se transformou em grande força; essa força, em seres chamados Titãs. Depois desse fato, Urano se separou de Gaia de tal maneira que ninguém mais poderia alcançá-lo. E assim o céu se separou da Terra. more…
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Dicas para não ser atropelado quando andar de bike
Thursday, February 10th, 2011 | Author: Jax

Como agora estou andando bem mais de bike e pesquisando sobre o assunto, acabei achando essas dicas em uma das pesquisas no blog universo orgânico.
Esta página mostra a você real maneiras que você pode ser atropelado e reais maneiras de evitá-las. Isto está muito longe do guia normal de segurança em bicicletas, que geralmente lhe diz um pouco mais que para usar o capacete e para seguir a lei. Mas considere isso por um momento: O uso de capacete vai fazer absolutamente nada para impedi-lo de ser atropelado por um carro. Claro, capacetes poderão ajudá-lo caso atingido, mas o seu objetivo deve ser em primeiro lugar, evitar bater. Muitos ciclistas morrem em decorrência dos carros, embora estivessem usando capacete. Ironicamente, se tivessem pedalando sem capacetes, mas seguindo as orientações a seguir enumeradas, poderiam ainda estar vivo hoje. Não caia no mito de que usar um capacete é a primeira e última palavra em segurança de bike. Na verdade, um grama de prevenção vale um quilo de cura. Esta é a melhor política em segurança de bicicleta.
more…

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Deixe seu windows XP como original
Friday, February 04th, 2011 | Author: Jax

Deixe seu windows como se fosse original, baixe esse programinha e diga adeus ha estrela amarela avisando que seu windows xp é uma falsificação, depois de usar este programinha vc poderá fazer as atuliazaçoes que vc quiser, Windows Media Player 11, internet explore 7 dentre outros.
modo de usar:
vou considerar q vc ja tenha o winrar instalado em seu pc
apos fazer o download, abra o arquivo
clique em KeyFinder, ira abrir uma janela com o seu cd-key atual
agora clique em options e escolha change windows key
a janela ira mudar pedindo que vc coloque o novo cd-key
coloque o esse key more…

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exibir contatos pelo e-mail no msn
Sunday, December 26th, 2010 | Author: Jax

Estou postando, mesmo achando que sou a única pessoa que exibe os contatos por e-mail no msn live 2009…

Eu prefiro ver o e-mail da pessoa do que ler “O segredo da…”, “[c=4]X[c=5]Y” ou “Zé chinelão eu te amo”… Assim já gravo o e-mail da pessoa e não tenho que ficar lendo filosofia da geral…

Pois bem, rolou uma atualização do msn, instalei, ficou bonito e bacana, cheio de frescura, mas tiraram a porra da exibição de contatos por e-mail…

Depois de mto me irritar, resolvi voltar a exibição como eu gosto, levei um tempo mas descobri…

Todos os passos devem ser feitos com o msn aberto.

Vá no regedit (iniciar/executar/regedit), procure pela chave:
[HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\MSNMessenger\PerPassportSettings\XXXXX\GroupState]

Onde XXXXX é id do seu windows passaport (essa é velha hein)…
Procure pela key .DisplayContactsBy, e mude o valor para 1.

se não tiver o .DisplayContactsBy na pasta você pode criar clicando com o botão direito do mouse numa area  vazia pasta e em seguida em novo, Valor DWORD, e nomeie para .DisplayContatsBy clique duas vezes e .DisplayContatsBy e mude o valor de 0 para 1 .

Feche e abra o msn que sairá funcionando!

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Privacidade em seu Iphone / Ipod touch
Friday, December 10th, 2010 | Author: Jax

você tem um aplicativo em seu iphone ou ipod touch que não quer que ninguém mexa?, bom existe uma maneira de proibir o acesso não autorizado atraves de senha com um tweak chamado IPROTECT, para usa-lo seu iphone / ipod touch precisa estar jailbreakeado ( se não souber o que é dá uma pesquisada rapida no google).

vamos ao que interessa.

1ª acesse o cydia clique em manage > sources > edit > add e adicione repo.insanelyiph0ne.com/  clique em add e done.

2ª ainda no cydia clique em search, procure por iprotect vai aparecer no minimo 2 resultados um desses é o  insanelyiph0ne que você adicionou escolha este, clique em instalar, após instalado seu aparelho vai reiniciar, depois que reiniciar vai aparecer 2 ícones  cr-iprotect e iprotect

3ª clique em iprotect depois clique em register, anote o codigo que aparecer, saia do iprotect e clique no cr-iprotect digite o codigo que você anotou e clique em generate ele vai gerar  activation key, anote e volte ao iprotect, digite o activation key e pronto ele já estará registrado.

Agora e só você habilitar o iprotect escolher a sua senha e os app que quer bloquear

se gostou então deixa um comentário

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Enem 2010, Correção
Thursday, November 11th, 2010 | Author: Jax

Este mês aconteceu o enem 2010, eu fiz, eu fiz e achei fácil, achei fácil e fiquei com ódio de quem reclama dizendo que é difícil, vou explicar porque eu fiquei com ódio de quem reclama.

Eu tenho apenas o ensino fundamental, concluído pelo tele-curso 2000, e eu conclui meu ensino fundamental a 10 anos atrás, nunca frequentei uma aula do ensino médio.

E eu fiz o enem porque um amigo sabendo que eu não tenho o ensino médio, veio me dizer para tentar este ano, pois iria dar o certificado de ensino médio a quem tivesse mais de 18 anos e não tivesse concluído o ensino médio.

Achei que era doideira pois até então so via pessoas falando o quanto o enem era dificil, mas me escrevi, e resolvi que iria fazer o enem aos trancos e barrancos, pois se eu não passasse eu não teria o que perder, e por isso não estudei nenhuma linha de nada para me preparar para o enem.

Para passar e pegar meu certificado, eu necessitava de 400 pontos em cada disciplina, e no dia da prova eu me deparo com perguntas que qualquer pessoa que assista jornal todos dias e preste atenção nas noticias poderia responder sem problemas.

Resultado, minha menor nota foi 400 em matemática e suas ciências, em todas as outras tirei notas acima do necessário para concluir o ensino médio.Então minha conclusão é que não existe enem difícil, o que existe sao alunos desligados do mundo.

Segue o link das provas corrigidas, Gabarito Enem 2010

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